terça-feira, 24 de maio de 2011

Jordânia é um dos lugares mais acolhedores do Oriente Médio

O reino da Jordânia soube conjugar Petra, a areia de Wadi Rum e o barro do Mar Morto para se mostrar como um dos lugares mais acolhedores e visitados do Oriente Médio
Petra é a mítica cidade que há mais de 2.000 anos foi construída pelos nabateus // EFE
Petra é a mítica cidade que há mais de 2.000 anos os nabateus criaram do nada. Possivelmente uma das mais fotografadas do mundo, e incorporada a histórias em quadrinhos clássicos como o título "Coke en Stock" de Tin Tin, ou ao cinema, com "Indiana Jones e a Última Cruzada", entre outros.
Em Wadi Rum, o céu limpo permite contemplar as estrelas, e ali a vida beduína se mantém inalterável à passagem dos séculos.
No Mar Morto se pode tomar um bom banho de barro, que cuide e proteja sua pele e flutuar na alta salinidade de suas águas, tirando, se assim você quiser, uma fotografia da leitura do jornal aproveitando a estabilidade aquosa.
                                               Petra, onde a rocha fala
Petra, onde a rocha fala // EFE (EFE)
Pouco mais de três horas depois de deixar para trás a capital, Amã, e através de uma boa estrada se chega à primeira explosão do elemento terra: a pedra. A lenda conta que um nômade que procurava um de seus dromedários perdido após uma tempestade, entrou em um profundo e estreito desfiladeiro seguindo suas pegadas.
                  Visite nas primeiras horas da manhã
A melhor hora para visitar Petra é bem cedo, já que há poucos madrugadores que queiram percorrer o desfiladeiro, o Siq, e seus mais de dois quilômetros de comprimento // EFE (EFE)
A melhor hora para visitar Petra é a partir das 8h30, já que há poucos madrugadores que queiram percorrer o desfiladeiro, o Siq, e seus mais de dois quilômetros de comprimento tão cedo. Muitos poucos visitantes iniciam o percurso a essa hora, e, na verdade, é quando se pode desfrutar do silêncio, da paz que se encontra em cada curva.
                                         Beleza da natureza e do homem
Petra é a mítica cidade que há mais de 2.000 anos foi construída pelos nabateus // EFE (EFE)
À direita da planície onde fica este palácio superconhecido se abre um vale espetacular. Tumbas lavradas na rocha que envolvem uma paisagem rude, forte, montanhosa, enterros que seguramente seriam de personagens de grande importância da cultura nabateia, junto com casas construídas com uma técnica semelhante.
  Wadi Rum, a areia que o vento balança
Em Wadi Rum, o céu limpo permite contemplar as estrelas, e ali a vida beduína se mantém inalterável à passagem dos séculos // EFE (EFE)
Wadi Rum é o deserto relatado por Lawrence da Arábia, o Vale da Lua, situado a 1.600 metros de altitude. Nele, o céu limpo permite contemplar todas e cada uma das estrelas que brilham no firmamento, e no qual a vida beduína se mantém inalterável à passagem dos séculos.
O deserto de Lawrence da Arábia
Este é o deserto contado por Lawrence da Arábia, o Vale da Lua, situado a 1.600 metros de altura // EFE (EFE)
A aventura pode ser vivida em Wadi Rum percorrendo essas paragens retratadas no filme do diretor David Lean, sobre a vida de Lawrence da Arábia, protagonizada por Peter O'Toole. Pistas que podem ser percorridas em um 4x4, ou a camelo, para ver a imensidão de uma grandeza, com um momento de esplendor, o pôr do sol atrás dessas montanhas, abrindo passagem para um céu como não há outro no mundo.
Ninguém afunda no Mar Morto
Um turista no Mar Morto lendo o jornal sem afundar devido à grande salinidade do lugar // EFE (EFE)
Uma estrada perfeitamente asfaltada, e de reta contínua acompanha o percurso que o turista pode fazer de carro pela margem do Mar Morto, do sul ao norte, buscando na parte jordaniana um dos espetaculares estabelecimentos hoteleiros existente nesta região, onde se pode receber um bom banho de barro, que cuide e proteja a pele, e flutuar na alta salinidade de suas águas.
Fronteira entre dois países, Jordânia e Israel, região onde a Bíblia aponta que estavam as cidades "malditas" de Sodoma e Gomorra, este ponto salgado situado a 416,5 metros abaixo do nível do mar, considerado o lugar mais baixo da Terra, oferece uma série de possibilidades.
Na margem jordaniana, o desenvolvimento hoteleiro soube conjugar a paisagem com a construção de estabelecimentos que não prejudicam o "ecossistema", e que agrada o turista que até ali chega.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Estudante é assassinado na USP

O estudante do 4.º ano de Ciências Atuariais Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi assassinado na noite de ontem no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária. Ele foi baleado na cabeça por volta das 21h30, depois de assistir a uma aula de Contabilidade no câmpus do Butantã, na zona oeste.
Um guarda universitário ouviu um disparo e correu para o estacionamento da faculdade. Lá, encontrou Felipe já morto perto de seu Passat azul-marinho blindado. Um dos pés do rapaz estava dentro do carro e o resto do corpo, do lado de fora. Ao lado, havia uma chave quebrada, um celular e óculos.
Testemunhas contaram à polícia que, logo após sair da aula, Felipe foi seguido por um homem até o estacionamento. Após abordagem, o estudante entrou em luta corporal com o suposto assaltante, a ponto de quebrar uma maçaneta do veículo. Foi quando o assassino sacou a arma. Felipe ainda tentou entrar no carro blindado, mas não deu tempo. Após balear o jovem, o bandido fugiu sem levar nada.
Um guarda universitário viu um carro grande, como um utilitário, saindo do estacionamento. Há câmeras no local, mas elas não flagraram o crime.
Segundo amigos, Felipe morava com a família na região de Pirituba, zona norte da cidade, e trabalhava em uma empresa de gestão de fundos e investimentos na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Obstinado, sonhava em crescer na vida para poder realizar seu grande sonho: ser piloto de avião. 'Ele trabalhava muito', contou a amiga Rebeca Nogueira, de 23 anos, que assistiu à aula de Contabilidade com Felipe. 'Não tô acreditando ainda que isso aconteceu.'
Sem saber que Felipe tinha sido o rapaz assassinado, ela chegou a telefonar ontem à noite para a casa dele. A mãe avisou que o filho ainda não havia voltado. Informados logo depois, os pais chegaram ao câmpus às 23h40, visivelmente transtornados. A mãe teve de ser amparada.
Tristeza. A notícia chocou não só estudantes da USP, como internautas. Por volta das 22h, redes sociais como o Twitter já traziam centenas de comentários sobre o crime e a falta de segurança na Cidade Universitária. 'Cara, eu sempre brincava com esse negócio de toma cuidado no estacionamento da FEA pra não ser sequestrado', disse um aluno. 'Precisa acontecer isso para fazerem algo', afirmou outro. Alunos também já articulavam protestos. / COLABOROU DENIZE GUEDES
PARA LEMBRAR
Em 14 de outubro de 2005, o estudante de Jornalismo Fábio Le Senechal Nanni matou o colega de classe Rafael Azevedo Forte Alves, com uma facada na Rádio USP, por uma desavença pessoal. Entre outubro e dezembro de 2002, quatro estudantes da USP foram violentadas no câmpus ou perto dele.
Pais de estudante da USP choram a morte do filho (Agência Estado)   Alunos da FEA-USP prostestam por segurança após morte de estudante (Agência Estado)